Polícia

Alunas soldados da PM estariam sendo humilhadas em curso de formação

A Polícia Militar informou que as alunas do Curso de Formação recebem o mesmo tratamento e instruções baseados nos princípios da hierarquia e disciplina

A Folha BV recebeu denúncias de que instrutores do Curso de Formação de Soldado Feminino da Polícia Militar estariam cometendo abuso de autoridade contra as mulheres que participam da formação. 

Segundo o denunciante, muitas alunas desistiram do curso por conta dos xingamentos sofridos.  “São palavras de baixo calão, algumas delas não aguentaram a pressão e desistiram. As mulheres estão abaladas psicologicamente”, informou o denunciante, que preferiu não se identificar.

Ainda segundo a denúncia, os soldados estariam sem dormir e passando apenas quatro horas em casa. Além disso, como castigo elas teriam que pagar mais de 50 flexões, entre outras atividades com alto nível de desgaste físico.

“É desumano o que estão fazendo com essas mulheres. Sabemos que o regime militar é exigente, mas isso já é demais e abuso de autoridade”, destacou.

Por meio de nota, a Academia de Polícia Integrada Coronel Santiago disse que repudia as denúncias apresentadas. “Uma vez que pauta as ações de ensino policial nos princípios da legalidade e isonomia”.

Em nota, a Polícia Militar (PMRR) informou que as alunas do Curso de Formação de Soldados recebem o mesmo tratamento e instruções baseados nos princípios da hierarquia e disciplina da PMRR aos quais foram submetidos os 374 alunos soldados recém-formados, entre os quais não houve alterações nesse sentido das denúncias, que são consideradas totalmente infundadas.

Igualmente não procede a denúncia de que muitas alunas desistiram do curso, pois, até o momento, não houve nenhum desligamento. Foram convocadas 48 aprovadas, dentre estas, 40 se apresentaram para a matrícula e aguardam a efetivação e a análise dos documentos, prevista para a próxima semana.

“Contudo, devido à gravidade das denúncias, solicita que sejam apresentadas formalmente à direção da Academia para que as providências disciplinares contra qualquer pessoa que porventura esteja violando direitos fundamentais das mulheres possam ser adotadas”, finaliza a nota.