Organização criminosa que contrabandeou mais de 100kg de ouro é alvo da PF - Folha de Boa Vista
LA CADENA
Organização criminosa que contrabandeou mais de 100kg de ouro é alvo da PF
O grupo teria movimentado mais de 32 milhões de reais
Por Folha Web
Em 15/10/2021 às 06:16
Os mandados estão sendo cumpridos nesta sexta-feira, 15 (Foto: Divulgação)

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira, 15, a operação La Cadena*, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa que seria responsável pela movimentação ilícita de ouro proveniente de terras indígenas e da Venezuela.

Mais de 70 policiais federais cumprem 40 mandados expedidos 1ª Vara da Justiça Federal em Roraima, após representação da Autoridade Policial e manifestação favorável do Ministério Público Federal.

Balança digital foi encontrada durante operação (Foto: Divulgação)

São quatro mandados de prisão preventiva, 14 de busca e apreensão, seis de condução coercitiva para monitoramento eletrônico e 16 de sequestro de bens.

De acordo com a PF, as investigações tiveram início em abril de 2019, quando um veículo que apresentava registro de roubo foi abordado por Policiais Militares em Pacaraima/RR, fronteira do Brasil com a Venezuela.

O condutor estava com aproximadamente R$ 180.000,00 e informou que os valores seriam utilizados para aquisição de ouro de origem venezuelana e que, inclusive, realizaria este tipo de compra mensalmente há pelo menos um ano.

O homem foi encaminhado à Polícia Federal, que detectou registros de relacionamento daquela situação com investigados na operação Hespérides, deflagrada em dezembro de 2019 e que apurou a existência de uma organização criminosa especializada em introduzir ouro venezuelano no Brasil.

Os envolvidos disfarçariam o metal precioso contrabandeado como “sucata de metal”, dissimulando sua origem e qualidade e teriam movimentado ilegalmente quantias bilionárias.

O inquérito policial indica que a organização também exportaria irregularmente volumosas quantidades de produtos alimentícios para o país vizinho, com suspeitas de que o pagamento seria feito em ouro, de forma que este seria internalizado clandestinamente no Brasil. Para dar a aparência de legalidade aos valores provenientes dos crimes o grupo faria uso de empresas localizadas em Roraima.

Policiais revistam gavetas durante operação (Foto: Divulgação)

Há indícios da importação proibida de mais de 100 kg de ouro venezuelano, além da dissimulação da origem de mais de R$ 32.000.000,00. Os alvos são suspeitos, principalmente, dos crimes de Organização Criminosa, Contrabando, Descaminho, Sonegação Tributária e Lavagem de dinheiro.

*O nome da operação faz referência, em língua espanhola - em razão da nacionalidade venezuelana de parte dos envolvidos, tanto à forma estruturada da organização criminosa quanto ao local de destino dos alvos - a cadeia.

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