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RESERVA YANOMAMI
Piloto morre após queda de helicóptero em reserva
A reportagem da Folha tentou descobrir quem é o verdadeiro dono do helicóptero, mas ao entrar em contato com um empresário da Capital, apontado como proprietário, ele negou que fosse dono da aeronave
Por João Barros
Em 10/07/2019 às 00:25
A vítima foi identificada como Francisco Zilto de Mendonça Lavor (Foto: Divulgação)

Na tarde da segunda-feira, 8, um helicóptero caiu na região da terra indígena Yanomami. Quem estava na direção da aeronave era o experiente piloto Francisco Zilto de Mendonça Lavor, de 62 anos, que morreu na hora.

No local do acidente, ficou um clarão no meio do mato e algumas pessoas que trabalham na região, com a garimpagem ilegal de ouro, foram responsáveis pelo socorro à vítima, mas devido à gravidade da queda, o piloto não resistiu aos ferimentos e morreu na hora. O corpo foi levado para uma cobertura e envolto com um tecido.

Há informações de que a aeronave estava carregada e a polícia investiga se o excesso de peso pode ter influenciado na queda. Um amigo foi o responsável pelo processo de resgate do corpo que só chegou a Boa Vista no começo da tarde de ontem, 9, onde foi examinado e liberado para funeral e sepultamento. 

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A reportagem da Folha tentou descobrir quem é o verdadeiro dono do helicóptero, mas não obtivemos sucesso na busca. Fomos informados de que seria de um empresário da Capital, com quem entramos em contato, mas ele negou que era de sua propriedade. O caso deve ser investigado pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) e pela Polícia Federal, uma vez que o acidente aconteceu em terras de domínio da União.

A morte foi causada por anemia aguda decorrente do trauma severo e da hemorragia interna. A identificação do piloto foi realizada por meio de uma parceria entre os Institutos de Identificação Odílio Cruz (IIOC), Instituto de Medicina Legal (IML) com o Instituto de Identificação de Fortaleza, que enviou o prontuário civil da vítima de forma imediata para que as impressões digitais fossem confrontadas, confirmando que o cadáver era de Francisco Zilto, reforçando a importância das parcerias para a resolução de entraves relativos à liberação de corpos. (J.B)

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