Atos tiveram mais efeito festivo do que político, avalia cientista - Folha de Boa Vista
PRÓ-BOLSONARO
Atos tiveram mais efeito festivo do que político, avalia cientista
Para pesquisador, acontecimento podem ter frustrado dois perfis de eleitores: os mais radicais e os que não concordam com uma política de confronto
Por Folha Web
Em 13/09/2021 às 06:00
Em Roraima, governo estima que manifestações tenham levado 20 mil pessoas às ruas (Foto: Nilzete Franco)

Mais festa do que ato político. Esta é a avaliação do cientista político Roberto Ramos sobre as manifestações que movimentaram parte do país a favor no presidente Jair Bolsonaro, no último dia 7 de setembro. 

Em entrevista ao programa Agenda da Semana, da Rádio Folha FM 100.3, o cientista avaliou que apesar da grande adesão por todo o país, o sucesso do evento se deu, muito mais, por uma carência da sociedade de sair de casa e "extravasar", considerando o contexto de isolamento social que o país vive – ou deveria estar vivendo. 

No entanto, do ponto de vista político, para Roberto Ramos, o resultado não foi satisfatório, considerando o custo de organização muito alto.

Ele destacou que os atos afastaram pelo menos dois perfis de eleitores: os que não concordam com uma política mais conflituosa, diante dos discursos contundentes de Bolsonaro sobretudo em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF); e os mais radicais, que podem ter se frustrado quando Bolsonaro resolveu se retratar.  

“Muitas pessoas que votaram no atual presidente da República, e que de alguma forma esperavam a condução da política nacional de uma maneira menos polêmica, mais tranquila, esse eleitor se afastou mais ainda do presidente, além do custo de voto em razão das condições atuais do governo brasileiro, custo de vida, preço da gasolina, de uma série de coisas que que naturalmente afastam o eleitor, que começa a enxergar no governo não uma agenda política que possa levar ao desenvolvimento” avaliou Ramos.

O pesquisador destacou ainda que a permanência da direita no poder está ligada, em partes, ao sucesso econômico dessa gestão. Ou seja, caso a população não perceba um desenvolvimento econômico, pode haver uma mudança para o próximo governo, mais voltada para o centro ou para a esquerda. 

Ele destacou, no entanto, que existe uma parcela do eleitorado que busca uma liderança com comportamento cada vez mais radical e que não abraça o processo democrático. 

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Luiz Junior disse: Em 13/09/2021 às 08:44:01

"Então ele não entendeu nada realmente "