Mecias de Jesus debate cobertura dos planos de saúde com presidente da ANS - Folha de Boa Vista
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Mecias de Jesus debate cobertura dos planos de saúde com presidente da ANS
Em resposta ao projeto do senador Mecias, parlamentar recebe informação da ANS que garante normativa emergencial para não interromper tratamentos já iniciados
Por Folha Web
Em 24/06/2022 às 09:30
Durante a reunião, Mecias demonstrou extrema preocupação na interrupção dos tratamentos já iniciados que não constam no rol da ANS

O senador Mecias de Jesus, recebeu na quarta-feira (23), em seu gabinete, o diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Paulo Rebello Filho. Eles debateram a questão do rol taxativo da ANS, recentemente autorizado pelo STJ, que referendou o não atendimento de usuários de planos de saúde “que não constem de predeterminação da Agência”.

A visita do diretor-presidente ocorreu logo após a apresentação do Projeto de Lei 1.570/2022 de autoria do senador Mecias de Jesus, que visa garantir natureza exemplificativa do rol de procedimentos e eventos em saúde da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), garantindo assim, que o procedimento de cobertura dos planos de saúde seja ampliado para abranger mais tratamentos e procedimentos quando necessário.

Durante a reunião, Mecias demonstrou extrema preocupação na interrupção dos tratamentos já iniciados que não constam no rol da ANS. Em resposta, Paulo Rebello afirmou que a ANS editará “uma normativa”, possivelmente ainda esta semana, garantindo a não interrupção de tratamentos já iniciados e que não constem no rol da ANS. A medida irá favorecer, por exemplo, pacientes autistas e beneficiários que possuam algum tipo de deficiência mental.

O senador roraimense deixou claro que acompanha o assunto “com muito interesse e atenção” e irá focar todos os esforços para que se chegue a bom termo sem comprometer o atendimento digno e necessário aos pacientes e usuários de planos de saúde. “Sabemos das limitações do serviço público de saúde em nosso país, o que faz com que muitas famílias comprometam o orçamento para conseguir arcar com os altos custos de um plano de saúde. Tudo isso em busca de mais dignidade para seus familiares que sofrem com alguma doença que requer tratamento contínuo e de qualidade, então não é justo que os procedimentos e tratamentos sejam negados a quem mais precisa”, finalizou Mecias.

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