Parque Monte Roraima fará parte do programa Áreas Protegidas da Amazônia - Folha de Boa Vista
MEIO AMBIENTE
Parque Monte Roraima fará parte do programa Áreas Protegidas da Amazônia
Coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, iniciativa visa auxiliar na criação de ações para o desenvolvimento de unidades de conservação
Por Minervaldo Lopes
Em 16/08/2017 às 01:35
Parque Nacional do Monte Roraima passa a ser uma das UCs atendidas pelo Programa Arpa (Foto: Divulgação/André Dip)

O Parque Nacional do Monte Roraima, importante unidade de conservação (UC) localizada na tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana, passa a fazer parte do programa de Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), uma iniciativa coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Conforme o MMA, a decisão foi tomada após reunião ordinária do Comitê do Arpa, realizado na quinta-feira passada, 10. Além do Monte Roraima, a medida também beneficiará o Parque Nacional Pacaás Novos e a Reserva Biológica do Guaporé, ambas as UCs localizadas em Rondônia.

“Quando uma unidade de conservação, seja ela estadual ou federal, passa a ser apoiada pelo programa Arpa, significa que essa UC vai ter o apoio total do projeto para o desenvolvimento de várias ações, desde a elaboração ou revisão de um plano de manejo, até custeios específicos de necessidades para a viabilização de instrumentos que auxiliem na realização de estudos que possam fazer esta unidade alcançar a sua consolidação mínima, ou seja, todas as condições para cumprir com a sua função de parque nacional”, explicou o diretor do Departamento de Áreas Protegidas do MMA, Warwick Manfrinato.

De acordo com Manfrinato, com a inclusão das três unidades, o Arpa passa a assistir pouco mais de 70 unidades de conservação federal em todo o país, superando a meta de apoiar mais de 60 milhões de hectares.

Executado em parceria com agências de áreas de proteção federais e estaduais, instituições privadas e sociedade civil, o Arpa é gerenciado financeiramente pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), contando ainda com o financiamento do Global Environment Facility (GEF), do governo da Alemanha (KfW), da Rede WWF, Moore Foundation e do Fundo Amazônia do BNDES.

“As condições para que as unidades de conservação sejam incluídas no programa Arpa são várias, mas as principais delas levam em consideração a importância, a representatividade, a sua fragilidade e também pelo seu significado para conservação e serviços ecossistêmicos. No caso do Parque do Monte Roraima, ele tem obviamente como particularidade a posição geográfica, justamente por estar inserida em uma tríplice fronteira, além de ser constituída de belezas naturais da região, que são importantes para o país”, destacou.

Além do anúncio da inclusão do parque no Arpa, Roraima firmou ainda um acordo de cooperação junto ao Funbio, o que possibilita a implementação das ações do programa. Entre as práticas previstas, está a elaboração de estudos necessários à criação de seis novas unidades de conservação no estado. “Atualmente, mais de 200 localidades estão em processo de estudo junto ao Funbio, o que inclui seis áreas localizadas em Roraima. Logicamente que a ideia é que todas sejam incluídas, no entanto, isso só não ocorreu porque possuímos recursos limitados.

Qualquer processo de criação de UC passa por um estudo, isso inclui a realização de audiências públicas, para que todas as partes sejam ouvidas. Entendido o contexto, aí sim é feita a inclusão dessa área como unidade de conservação”, explicou. (M.L)

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