Produtores esperam colher uma média de 100 mil toneladas do grão - Folha de Boa Vista
COLHEITA DE SOJA
Produtores esperam colher uma média de 100 mil toneladas do grão
Ampliação da validade da Lei 215, regularização fundiária e investimentos em infraestrutura de transportes são ações governamentais que beneficiam o agronegócio
Por Folha Web
Em 03/09/2017 às 09:00
Aproximadamente duas mil pessoas prestigiaram a abertura da colheita da soja (Foto: Divulgação)

A fazenda Tucumã, de propriedade do produtor Geraldo Falavinha, localizada no município de Alto Alegre, distante 77 quilômetros de Boa Vista, foi palco na manhã deste sábado, 2, para a abertura oficial da 5ª edição da colheita de soja em Roraima. A solenidade contou com a presença da governadora Suely Campos, de deputados estaduais, prefeitos, secretários e dos produtores, atores principais do evento.

Este ano, a safra de soja bate mais um recorde. São mais de 32 mil hectares de área plantada. Os produtores esperam colher uma média de 100 mil toneladas do grão, 35% a mais do que a produção de 2016, que chegou a 76 mil toneladas.

“Cada hectare a mais de plantio de soja nós comemoramos muito. Não tenho dúvida de que Roraima é a nova fronteira agrícola do País, nesses quatro milhões de hectares de lavrados que temos para o plantio de grãos consorciado com a pecuária.  Isso já está comprovado pelos produtores que vieram para cá, que acreditam no Estado de Roraima e que estão investindo aqui. O papel do governo é retirar todos os entraves que impedem o processo de crescimento por meio da produção”, disse a governadora.

Segundo Suely Campos, a segurança jurídica das terras é fundamental para que empreendedores invistam em Roraima. “Isso já estamos fazendo. Iniciamos a regularização das terras com o maior programa da Amazônia Lega, o Titulo Legal, que estamos expedindo. Ampliamos a validade da Lei 215, até 2050, que permite a isenção de impostos para aquisição de maquinários, insumos, combustível e equipamentos diversos. Estamos trabalhando para que Roraima se torne uma grande fronteira agrícola, gerando renda e riqueza para nosso Estado e melhorando a qualidade de vida das pessoas”, ressaltou.

Ao mencionar a infraestrutura de transportes e sua relevância para o desenvolvimento, a governadora destacou que o Estado não tem ainda a conjuntura necessária para deixar todas as estradas em condições ideais. Relembrou que a crise econômica é geral e Roraima depende da União.

“Oitenta por cento dos recursos de que o Estado dispõe vêm do governo federal. Mesmo com as dificuldades, temos melhorado as condições das vias. Recuperamos 600 quilômetros de estradas vicinais e rodovias estaduais, construímos 190 pontes e assinamos, recentemente, uma ordem de serviço no valor de R$13 milhões para obras nessas estruturas”, explicou e reafirmou que o governo tem um olhar especial para o setor produtivo, que necessita de estradas com boa trafegabilidade para o escoamento da produção.

O presidente da comissão organizadora do evento, Antônio Denarium, acredita que a produção de soja vai mudar Roraima e a vida das pessoas. “Há quatro anos, o plantio foi de 15 mil hectares. Este ano, estamos colhendo 32 mil hectares. Ampliamos 100% de área plantada. Temos um crescimento acima da média nacional. Quando falamos do setor primário, não é só a soja. Tem a economia do plantio de milho, feijão, arroz, algodão. Somando todas essas culturas, os produtores de Roraima estão plantando mais de 50 mil hectares. Juntando com a pecuária e todo o setor produtivo, temos, aproximadamente, R$ 1 bilhão que vem do agronegócio”, destacou e acrescentou que o setor tem potencial para mudar a matriz econômica do Estado. “Cada 25 hectares plantados gera um emprego direto e mais alguns indiretos”.

Ainda conforme ele, as oportunidades de empregos vêm de segmentos como as transportadoras, concessionárias de tratores, venda de autopeças, de pneus, serviço de mecânica. “Há uma infinidade de serviços ligados à atividade produtiva. Vale salientar que é o agronegócio que está sustentando a Balança Comercial no Brasil. Em Roraima, não é diferente. A soja é o principal produto da pauta de exportação do Estado”. 

A respeito da Lei 215/1998, que dispõe sobre incentivo fiscal para empreendimentos agropecuários, Antônio Denarium afirma que a legislação garante benefícios para produtores que apresentem projetos de exploração agropecuária, analisados pelas secretarias estaduais de Planejamento, da Fazenda e da Agricultura. Com isso, os empreendedores conquistam inscrição de produtor rural com regime de tributação isento. “Isso, tem sido um grande atrativo para novos investidores para Roraima”, explicou.   

De acordo com o empresário Geraldo Falavinha, o sucesso do empreendimento é fruto de muito trabalho, dedicação, além do apoio de todos os órgãos que foram parceiros. Ele ressaltou que 95% da produção vão para Itacoatiara, no Amazonas, exportados pela Treid Amarg.  Sobre Roraima, ele ressaltou que a expectativa é conseguir uma produtividade perto da que se consegue em Mato Grosso, com ótimos resultados para essa cultura. “Futuramente, pretendemos estabelecer a segunda safra. A área plantada vem aumentando a cada ano. Esperamos, dentro de três a quatro anos, chegar a uma área de 100 mil hectares plantados”, afirmou.

Aproximadamente duas mil pessoas prestigiaram a abertura da colheita da soja. Para o presidente do Sistema Faerr/Senar, Silvio Silvério de Carvalho, o evento agrega um público que vem dos municípios e de outros Estados brasileiros. “O que estamos mostrando é que, em nos nossos lavrados, é possível produzir riquezas. Hoje, estamos comemorando 32 mil hectares plantados, o que significa quase 100 mil toneladas de soja. É a nova economia de Roraima sendo incrementada por meio do agronegócio”, finalizou.

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