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EDUCAÇÃO ESTADUAL
Professores não descartam a possibilidade de entrar em greve
A categoria está reunida em assembleia geral extraordinária do Sinter, que ocorre neste momento no bairro 31 de Março
Por Minervaldo Lopes
Em 26/01/2019 às 11:21
Professores se reúnem em assembleia geral na sede do Sinter (Foto: Diane Sampaio/Folha BV)

Diante da possibilidade de novos atrasos de pagamento, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Roraima (Sinter) decidiu convocar seus filiados para uma assembleia geral extraordinário que ocorre neste momento na sede da entidade, situada no bairro 31 de Março.

À FolhaWeb, o diretor geral do sindicato, professor Flávio Bezerra, afirmou que a categoria não descarta entrar em greve, caso haja novos problemas no repasse de vencimentos pela atual gestão do Estado.

“O Sinter age conforme a sua base e a plenária de hoje está bem expressiva. Ela é qualitativa e tem essa característica de dar um norte para se seguir, e aí existe a proposta de indicativos de greve e de mobilizações frente ao Governo para que não se concretize esse atraso de pagamento”, disse.

Conforme o sindicalista, os trabalhadores do setor são sensíveis a situação de crise financeira enfrentada pelo governo, entretanto, a Educação é praticamente a única cujo pagamento de salários não é dependente da fonte de arrecadação do Estado.

“Compreendemos que o Estado passa por sérias dificuldades, que há a necessidade de enxugar a máquina pública, de melhorar as questões, mas que felizmente, graças à questão federal, de um recurso definido para a educação, as contas deste setor são suficientes para estes pagamentos. Para as demais áreas, o atraso de salário é compreensível, os números foram mostrados na reunião de ontem, 25, mas referente aos trabalhadores da educação, que tiveram uma redução expressiva no quantitativo de funcionários, o valor que é repassado pelo Governo Federal e isso é suficiente”, destacou.

Flávio Bezerra ressalta ainda que os cerca de seis mil trabalhadores em educação de Roraima não podem ser penalizados com as medidas que estão sendo adotadas pela Administração Estadual, mesmo entendendo a boa vontade do Governo de recupera a saúde financeira do Estado.

“Nós trabalhadores em educação, acompanhando os repasses e as contas da educação, avaliamos que os recursos no dia 30 são suficientes para o pagamento dos salários dos trabalhadores e não aceitamos tal proposta, porque o atraso disso implicaria com certeza em multas e juros dos trabalhadores que tem compromissos a cumprir, e aí nós sinalizamos aqui a necessidade de revisão por parte do Governo e da Secretaria da Fazenda (Sefaz) quanto [a situação] os trabalhadores em educação”, finalizou.

A reportagem entrou em contato com o Governo do Estado e aguarda resposta.

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Bekem disse: Em 26/01/2019 às 19:55:29

"Professores lutando por seus direitos. Todos os meses a mesma incerteza na data do pagamento. As operadoras de cartão não mudam a data das cobranças sempre quando precisamos. Por isso pagamos juros quando atrasamos o pagamento. Situação triste "

Suzete Cristina disse: Em 26/01/2019 às 18:10:21

"É simples saber porque o governo está atrasando o pagamento, deixando sempre para pagar com dez dias de atraso. Se somarmos três atrasos de dez dias, teremos um mês sem pagamento, que ninguém percebeu, ou será que a conta está errada?"