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DIA DO LEITOR
Redes sociais ‘roubam’ tempo que poderia ser usado para ler
E para os amantes da literatura, uma data dedicada só para eles, 7 de janeiro, o Dia do Leitor
Por Folha Web
Em 07/01/2019 às 00:20

LEO DAUBERMANN

Editoria de Cidades

Ler estimula a imaginação e a criatividade, permite aprender novas culturas e histórias e ainda contribui para melhorar o vocabulário e a memória.  Para incentivar ainda mais quem tem o hábito da leitura, seja de jornais, revistas ou livros de todas as áreas do conhecimento, foi criado o Dia do Leitor, comemorado todo 7 de janeiro.

Muitas pessoas desejam criar o hábito da leitura diária, mas, por uma série de fatores, não conseguem colocar essa ideia em prática. Um desses fatores, de acordo com a advogada e mastercoach Luana Rolim, 34, é o tempo que as pessoas desperdiçam nas redes sociais.

“Perde-se muito tempo nas redes sociais hoje em dia. Se pegássemos pelo menos parte desse tempo e dedicássemos à leitura, teríamos outra visão da realidade, adquiriríamos mais conhecimento e colocaríamos nosso cérebro para trabalhar mais e melhor”, diz a mastercoach.

Luana conta que sempre gostou de ler, um hábito incentivado pela mãe. “O hábito de ler tem que ser incentivado desde criança. Eu e minhas irmãs tivemos a sorte de ter uma mãe preocupada com a nossa formação. Quando tinha uns 9 ou 10 anos, minha mãe me deu um livro, que acho que a maioria das meninas também leu na adolescência, que é Pollyana, um clássico da literatura infanto-juvenil que me marcou muito, fui tomando gosto pela leitura”, fala.

De acordo com Luana, a escola também foi fundamental nessa construção do hábito de ler. “Na escola que frequentava, ainda na Paraíba, onde nasci, éramos ‘obrigadas’ a ler um livro por mês, fazer um resumo e depois entregar na aula de Português. Na época, nós líamos meio que contrariados, por ser algo imposto, mas foi essa imposição que me fez gostar de ler desde pequena. Eram livros próprios para minha idade e sempre ensinavam alguma coisa”, lembra.

Para Luana, que é mãe de um adolescente de 15 anos, as crianças estão se distanciando cada vez mais do hábito da leitura e a escola não está exercendo o seu papel. “Hoje, meu filho, por exemplo, não tem esse incentivo na escola onde estuda, nunca pediram para ele ler um livro sequer. Não existe esse tipo de incentivo nas escolas nos dias de hoje”, enfatiza.

Luana ressalta ainda que mesmo assim incentiva o filho a ler desde muito novinho, comprando gibis da turma da Mônica, de super-heróis e agora livros próprios para a adolescência. “Não desisto. Agora durante as férias dei de presente o livro ‘Meu Pé de Laranja Lima’. Leio com ele que é para poder incentivar porque até hoje ele não criou esse hábito. Espero que mude e tenha o mesmo gosto pela leitura que a mãe dele tem”, disse.

Segundo a mastercoach, que no ano passado leu 28 livros, conhecimento nunca é demais. “A leitura te faz pensar, refletir, você viaja, literalmente, e ao final dessa viagem tem uma sensação boa, que nem sei explicar direito. Leio todos os tipos de livros, mas em 2018 optei pelos que estão dentro da minha área de atuação atual, de mastercoach, que são os de autoajuda, desenvolvimento pessoal, conhecimento humano, administração, finanças. Não posso passar para meus clientes aquilo que não tenha lido”, destaca.

“Amo ler, tenho uma meta de ler uma hora por dia, pelo menos. Se eu tiver mais tempo, leio mais, mas a minha meta é de ler uma hora por dia e tenho cumprido, graças a Deus, e por isso tenho conseguido ler tantos livros”, completa.

CLUBE DO LEITOR – Com o intuito de difundir o hábito da leitura, o pedagogo José Oliveira Filho vai inaugurar o Clube do Leitor, em março deste ano. O espaço vai funcionar dentro de uma biblioteca comunitária localizada no Terminal João Firmino Neto, no bairro Caimbé.

Livraria comunitária localizada no terminal do Caimbé tem acervo de mais de dez mil livros (Foto: Nilzete Franco/Folha BV)

A biblioteca intitulada ‘Clube dos Livros de Boa Vista’, criada em 2008 com a intenção de contribuir com os estudos dos alunos que frequentavam o terminal do Caimbé, começou com apenas 30 exemplares e hoje tem um acervo de mais de dez mil títulos.

São romances de literatura nacional e internacional, livros didáticos, técnicos e universitários, revistas diversas, além de livros em braile para deficientes visuais. Em 2010, num concurso nacional, promovido pelo Ministério da Educação (MEC), o Clube dos Livros foi escolhido o segundo melhor projeto de incentivo à leitura do Brasil.

“O Clube dos Livros nasceu com essa intenção, de incentivo à leitura. Emprestamos os livros diante de valor simbólico, somente para associados, uma maneira de termos controle dos títulos que saem e usamos o dinheiro para manutenção do espaço”, disse Oliveira Filho.

A ideia agora, de acordo com Oliveira Filho, é complementar o serviço oferecido pelo Clube dos Livros, com o Clube do Leitor, com inauguração prevista para março. “Vamos oferecer uma sala refrigerada para os usuários que desejam realizar pesquisas ou simplesmente ler um bom livro”, afirmou.

Quem tiver interesse no projeto mantido pelo pedagogo José Oliveira Filho, é só acessar o site www.clubedoslivros.com.br. No endereço eletrônico é possível ter acesso a todo acervo do Clube dos Livros.

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