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EM QUATRO ANOS
Roraima registra mais de 830 casos de câncer de pele
Roraima registra mais de 830 casos de câncer de pele
Por Ana Paula Lima
Em 15/04/2019 às 00:15
No aparecimento de qualquer sinal estranho na pele, deve-se procurar imediatamente um dermatologista para fazer exames necessários (Foto: Divulgação )

Quem nunca ouviu o dito popular que “Roraima tem um sol para cada pessoa”? A incidência solar no Estado serve de alerta para a saúde. De 2015 a 2019, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) registrou 1.431 casos de câncer, dos quais 835 eram de pele, representando 58,3% do total.

“Às vezes, não tem como as pessoas não estarem expostas ao sol, principalmente as que andam a pé, de moto ou trabalham em área rural ou ribeirinhas. Isso que leva o maior índice de incidência solar, por conta do horário de trabalho que não favorece”, explicou a dermatologista Ana Paula Vitti. 

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Ela afirmou que após o registro de altos números de casos de câncer de pele, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) criou o “Dezembro Laranja” como forma de conscientização sobre a doença.

O uso de filtro solar, boa alimentação e evitar exposição ao sol em horários inadequados são hábitos que ajudam a evitar o aparecimento da doença. 

“Quando se expuser, em horário correto, usar filtro solar fator 50, assim como óculos de sol, chapéu e sombrinha”, prosseguiu. Ana Paula recomendou ainda a ida a balneários antes das 10h e depois das 16h, quando é menor a radiação UVB, que provoca queimaduras e é o principal fator de risco para câncer de pele.

Sobre a alimentação, a médica orienta evitar o consumo de produtos feitos com uso de agrotóxicos e industrializados.

“Sabemos que existem nutrições que evitam o câncer, mas se tem a tendência genética, trabalha no sol, não usa o filtro solar e abusa do sol nas horas vagas, tem uma grande possibilidade de ser vítima do câncer de pele”, alertou.

SINTOMAS – Ana Paula destacou que cada pessoa tem que estar atenta aos sinais que podem apontar para um tipo de câncer de pele, atualmente classificado em dois: o nãomelanoma, que não é maligno, e o melanoma, que é mais grave e pode levar à morte, caso tenha dado metástase.

“Observar qualquer sinal preto que está aumentando, sangrando ou ficando com as margens diferentes. Vemos a assimetria, quando dividimos o sinal em quatro e ficam diferentes. Bordas irregulares, quando é bem redondo, não é câncer. Se mudar de cor e ficar mais escuro, é outro ponto. Se era de um jeito e agora está de outro muito rapidamente”, informou.

A especialista completou que no aparecimento de qualquer desses sinais, o paciente deve procurar imediatamente um dermatologista para fazer os exames necessários. 

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