Roraima registra o maior índice de desemprego nos últimos 5 anos - Folha de Boa Vista
PESQUISA DO IBGE
Roraima registra o maior índice de desemprego nos últimos 5 anos
Apesar dos dados negativos, estudo do IBGE apontou que Roraima detém a segunda menor taxa de desocupação da Região Norte
Por Luan Guilherme Correia
Em 23/06/2017 às 00:54
Mulheres são as mais atingidas pelo desemprego, conforme pesquisa do IBGE (Foto: Divulgação)

Roraima apresentou a maior taxa de desocupação desde que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C) vem sendo realizada, em 2012. O estudo revelou que o desemprego no Estado chegou a 10,3% no 1º trimestre de 2017, atingindo principalmente o sexo feminino. A taxa de desocupação entre as mulheres foi de 14,4% e dos homens 7,4%.

No primeiro trimestre, houve um aumento de 2% na taxa de desemprego em relação ao mesmo período do ano anterior, o que representou três mil pessoas a mais desocupadas. Em números absolutos são 21 mil pessoas desocupadas, sendo 15 mil só na Capital, Boa vista.

Por outro lado o estudo, divulgado na manhã desta quinta-feira, 22, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que Roraima detém a segunda menor taxa de desocupação da Região Norte, depois de Rondônia (8,0%) e 5º mais baixa do Brasil, depois de Santa Catarina (7,9%), Rondônia (8,0%), Rio Grande do Sul (9,1%) e Mato Grosso do Sul (9,8%).

IDADE – A taxa de desocupação entre os jovens roraimenses de 18 a 24 anos de idade, foi de 21,1%, continuou a apresentar patamar superior ao estimado para a taxa média total. Este comportamento foi verificado tanto para o Brasil quanto para cada uma das cinco grandes regiões, onde a taxa oscilou entre 19,1% no Sul e 32,9% no Nordeste. Já nos grupos de pessoas de 25 a 39 e de 40 a 59 anos de idade, este indicador, foi de 9,9% e 5,1%, respectivamente.

RENDIMENTOS – No primeiro trimestre de 2017, o rendimento médio habitualmente recebido por mês pelas pessoas ocupadas em Roraima foi de R$ 2.127, sendo o segundo maior da Região Norte, depois de Amapá (R$ 2.220). A média do rendimento da Região ficou em R$ 1.602. Em comparação com o mesmo período de 2016, o rendimento médio dos trabalhadores roraimenses aumentou 7,3%.

NÍVEL DE INSTRUÇÃO – No 1º trimestre de 2017, a pesquisa mostrou que, em Roraima, entre as pessoas ocupadas, 21% não tinham concluído o ensino fundamental, 36,9% tinham concluído pelo menos o ensino médio e 20,3% tinham concluído o nível superior. Regionalmente, a análise destacou um quadro diferenciado.

SETORES – No 1º trimestre de 2017, 64,6% dos empregados do setor privado em Roraima tinham carteira de trabalho assinada. As regiões Nordeste (62,2%) e Norte (60,0%) apresentaram as menores estimativas desse indicador. Entre os trabalhadores domésticos, a pesquisa mostrou que 19% deles tinham carteira de trabalho assinada.

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