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ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO
Incluir animal na família traz vantagens para educação infantil
Para pediatra, crianças que têm contato com animais possuem menos risco de desenvolver alergias
Por Raisa Carvalho
Em 20/06/2019 às 00:05
A médica Ana Carolina Brito fala sobre os pets de estimação para crianças (Foto: Geziel Ribeiro / FolhaBV)

Incluir um animal de estimação em casa significa muita responsabilidade e mudança na rotina, ainda mais se a família tiver crianças pequenas. Nesse momento, surgem várias dúvidas, como: “Será que o meu filho pronto para ter um animal de estimação?", ou “Existem riscos para a saúde da criança?”.

A pediatra Ana Carolina Brito explica que desde autorizado pelos pais e acompanhados por adultos, ter um pet de estimação traz inúmeros benefícios para a saúde da criança, inclusive no comportamento infantil. “O primeiro fator a ser estimulado é o senso da responsabilidade quando se participa da criação do animal, dividir a atenção dos adultos, além da companhia e as brincadeiras que podem trazer interação” conta. Além disso, o organismo de crianças que  têm contato com animais desde pequenas, passará a tolerar mais as reações alérgicas.

Segundo ela, os pais devem estar atendo a faixa etária das crianças. “A partir da idade da criança é possível saber o grau de comprometimento que ela poderá ter com o bicho, alguns animais são mais dóceis e são ótimas companhias para crianças. Ensinar para a criança entenda as necessidades do animal como o banho e alimentação, e também desenvolve a amizade entre eles” conta.

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Outro benefício inquestionável é o companheirismo e os diversos estímulos que o animal provoca na criança – o bebê exercita a coordenação motora fina ao ter de controlar sua força para fazer um carinho.

A especialista explica que cabe aos pais avaliar se a criança está pronta para ter um bichinho ou não. A decisão de levar para casa um cachorro, um gato, um papagaio, um periquito ou qualquer que seja a espécie do bichinho deve ser tomada pelo amor que ele inspira. “O animal nunca deve ser tratado como um brinquedo. Aquele que serve para algumas horas e depois é largado pelos cantos“, alerta a pediatra.

Na maioria das vezes, a criança vai gostar de estar ao lado do animal, mas também haverá situações em que ela poderá se sentir frustrada. Isso pode ocorrer no caso do bichinho bagunceiro e desobediente. “É aí que os adultos devem interceder e explicar que o animal não sabe o que está fazendo e orientar a criança de forma a aprender a lidar com ele com respeito e dedicação”, completa. 

Pesquisa

Segundo um estudo feito na Universidade de Munique, envolvendo milhares de crianças que foram monitoradas desde o nascimento até os 6 anos com coletas seriadas de sangue, mostrou que aquelas que conviviam com cachorro dentro de casa apresentavam menor risco de desenvolver sensibilidade a pelos, pólen, poeira e outros agentes alergênicos inaláveis do que crianças sem cães. Outro grande estudo concluiu que crianças expostas à presença de um cachorro durante o primeiro ano de vida apresentaram uma queda de 13% no risco de desenvolver asma durante a infância e que, quando o contato era aumentado para outros animais (como numa fazenda por exemplo), a queda poderia ser de até 50%.

Além disso, pesquisadores do departamento de Psicologia da Universidade de São Paulo, mostrou que a companhia de um bicho reduz as chances de desenvolver resfriados e outras doenças nos pequenos pois há um fortalecimento do sistema imunológico secundário ao aumento dos níveis de imunoglobulina A, um anticorpo presente nas mucosas que evita a proliferação viral ou bacteriana.

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