Roraima registra mais de 60 casos de câncer de mama este ano - Folha de Boa Vista
OUTUBRO ROSA
Roraima registra mais de 60 casos de câncer de mama este ano
Em Roraima, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) aponta que 440 mulheres foram diagnosticadas com algum câncer em 2020. Deste total, 60 era câncer de mama
Por Folha Web
Em 26/10/2020 às 15:20
Segundo o Ministério da Saúde, o câncer de mama é o tipo mais comum diagnosticado entre as mulheres no Brasil e no mundo (Foto: Divulgação)

A campanha Outubro Rosa é um movimento internacional que visa promover a conscientização sobre o câncer e proporcionar acesso aos serviços de diagnósticos e tratamento, contribuindo para a redução da taxa de mortalidade da doença.

Segundo o Ministério da Saúde, o câncer de mama é o tipo mais comum diagnosticado entre as mulheres no Brasil e no mundo.

Em Roraima, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) aponta que 440 mulheres foram diagnosticadas com algum câncer em 2020. Deste total, 60 era câncer de mama.

Segundo dados da Secretaria de Saúde (Sesau), aproximadamente entre 20 a 25 mulheres estão em tratamento para o câncer de mama na Unacon (Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia). As outras possivelmente estão fazendo tratamento fora do estado ou no sistema particular de saúde.

Ainda conforme a Secretaria, as demandas relacionadas ao serviço de radioterapia estão sendo atendidas por meio do tratamento fora de domicílio (TFD), e que o governo tem trabalhado para promover a disponibilidade do serviço em Roraima, para isso está em tratativas com o ministério da saúde.

Confira a tabela com os tipos de câncer em Roraima:

Paciente em tratamento é inspiração para mulheres com câncer

Edilene Pereira, 30, faz parte desta estatística, em janeiro deste ano ela descobriu que tem câncer de mama ao perceber dores nos seios, um dos primeiros sintomas. Após isso, ela buscou de imediato ajuda médica. Foi através da biopsia que ela descobriu a doença, e logo em seguida iniciou o tratamento.

Segundo ela, a pior fase foi quando passou pela quimioterapia vermelha. “Sofri muitos incômodos como enjôos, vômitos, desmaios e dores de cabeça. Atualmente, estou em fase final do tratamento e não sinto tantos efeitos colaterais”, contou.

Edilene está em fase final do tratamento contra o câncer (Foto: Arquivo Pessoal)

Outro efeito da quimioterapia foi a queda dos cabelos de Edilene, com isso, ela teve que lidar com problemas de autoestima. “Foi um momento muito difícil”, lembrou.

Em suas redes sociais, Edilene tem mostrado a importância de sempre ir ao médico fazer exames, alertando a necessidade de se descobrir a doença no início para logo começar o tratamento, ela também oferece palavras de apoio a outras mulheres que sofrem por conta da quimioterapia.

Liga de Combate ao Câncer já atendeu mais de oito mil mulheres

A Liga Roraimense de Combate ao Câncer foi fundada em 11 de novembro de 1992, para expandir ações preventivas e de diagnóstico precoce, prestando apoio a pacientes oncológicos e carentes que precisam de tratamento do câncer.

A Entidade sem fins lucrativos, realiza atividades educativas, serviço médico, estatística e pesquisa, fisioterapia, serviço social e assistência social (auxílio-alimentação, transporte, medicamentos, exames especializados, etc.)

Mais de oito mil mulheres foram atendidas no Programa de Combate ao Prevenção e mais de 500 com câncer no programa de oncologia denominada Programa Renascer.

A médica Magnólia Rocha, presidente e fundadora da Liga Roraimense de Câncer, alerta sobre a importância de se descobrir o câncer precocemente, pois a maioria tem cura se descoberto no início, e o tratamento é menos radical, podendo ser realizado e Roraima.

“É importante ressaltar que é a mamografia que diagnostica precocemente o câncer de mama, por isso deve ser oferecido com acessibilidade a todas as mulheres usuárias do SUS. E, após o diagnostico obtido através da biopsia, o tratamento seja iniciado de imediato”, ressalta Magnólia.

Magnólia Rocha é presidente da Liga Roraimense de Combate ao Câncer (Foto: Arquivo FolhaBV)

A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda que a primeira mamografia seja realizada antes dos 40 anos e, depois dessa idade, anualmente.

Magnólia ensina como se deve fazer o autoexame.“O autoexame pode ser feito pela mulher, tocando suas mamas, e se ela sentir alterações na pele, nódulos, relevos, depressões ou secreção saindo pelo bico das mamas, deve-se procurar imediatamente um médico especialista ”, explicou.

A Liga fica localizada na rua Presidente Juscelino Kubitscheck, número 940, bairro Canarinho.

O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 8h ás 18h. Telefone (95) 3623-2899.

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