ESFORÇO INTEGRADO 
Sesp vai ampliar operação para combater crime organizado
Segundo a secretária estadual de Segurança Pública, Haydée Magalhães, ações como a Operação Esforço Integrados serão levadas para regiões de fronteira de Roraima
Por Minervaldo Lopes
Em 05/07/2018 às 15:00
Haydée Magalhães: “Nós temos mais quatro pontos no estado que vamos atuar, sendo eles Normandia, Jundiá, Bonfim e Caracaraí” (Foto: Wenderson de Jesus)

Em coletiva de imprensa realizada no fim da manhã desta quinta-feira, 5, a secretária estadual de Segurança Pública, delegada Haydée Magalhães, afirmou que o Estado vai ampliar os esforços no combate ao crime organizado em regiões de fronteira. A medida tem como base os resultados obtidos na operação “Esforço Integrado”, realizado no fim de junho em Pacaraima.


“O planejamento dessa operação da Senasp [Secretaria Nacional de Segurança Pública] teve como premissa a elaboração de um plano de ações integradas em faixas de fronteira, integrando as forças de segurança público das três esferas [União, Estados e Município]. Em Roraima, nós optamos por executá-lo em Pacaraima, não só por esse município estar enfrentando a questão da migração de venezuelanos, mas também com uma forma de auxiliar os órgãos da segurança local no combate ao crime. Foi uma ação exitosa e que a gente quer levar para as outras regiões de Roraima”, informou.


Além das instituições que atuam na segurança como Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Federal, Corpo de Bombeiros e Exército, a operação também contou com suporte de órgãos de caráter fiscalizador como Aderr (Agência de Defesa Agropecuária de Roraima), Receita Federal e Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).


“A nossa pretensão era montar cinco pontos de atuação, no entanto, por conta do período chuvoso, nós só pudemos realizar quatro pontos. O primeiro foi na balança da Sefaz [Secretaria Estadual da Fazendo], que é aonde as pessoas são obrigadas a passar, isso legalmente, porque temos as 'cabriteiras' que são de responsabilidade do Exército, que já realiza uma ação permanente; outra na Rodoviária do município; uma na rua Suapí, que é um foco de venda de drogas; e o último no Centro Comercial de Pacaraima. Uma operação com essa envergadura necessita de uma interoperabilidade maior dos órgãos e isso foi feito de forma muito satisfatória”, frisou.


Ao todo, segundo Haydée, a operação resultou na revista de cerca de 550 pessoas e deste total, 14 foram levadas para prestar esclarecimentos na delegacia. Ninguém foi preso.


“Apreendemos um material não identificado, uma massa amarela que está sendo periciada e também reforçamos os trabalhos de investigação a traficantes e operadores de comércio de drogas. Como ressaltamos anteriormente, nós fizemos isso pela situação peculiar de Pacaraima e também pela deficiência da nossa estrutura de segurança pública. Até hoje não recebemos recursos do Governo Federal para enfrentarmos essa situação dos venezuelanos, então, fica muito difícil o estado de Roraima dar uma resposta que venha a atender a uma população que triplicou as demandas em todos os sentidos”, comentou.


Com relação aos locais que deverão ser beneficiais com ações futura, a titular da Sesp disse que todas as áreas de fronteira estão incluídas dentro do Plainsp (Plano Estadual Integrado de Segurança Pública em Faixa de Fronteira).  


“Nós temos mais quatro pontos no Estado que vamos atuar, sendo eles Normandia, Jundiá, Bonfim e Caracaraí. Boa Vista também terá uma atenção especial por ser a cidade com maior número de habitantes”, informou.

A matéria completa você confere na Folha Impressa desta sexta-feira, dia 6.  

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