Desde o período Colonial (1500/1822) até hoje, atravessando distintas épocas, o Brasil contabiliza inúmeros personagens que contribuíram de forma significativa para consolidar o nosso país em distintas frentes de progressos: na educação, na agropecuária, na ciência, na indústria automotiva, no naval, no aeroespacial e na siderurgia – graças a ações continuadas de notáveis brasileiros.
Necessariamente, um país é feito de pessoas comprometidas em pensar e em lutar pelo seu povo na arena da construção da grandeza humana, por seus direitos e valores. Como pensou o pedagogo alemão Friedrich Frobel, ao criar em 1840, o primeiro Jardim de Infância do mundo. Frobel “acreditava que educar as crianças no Jardim de Infância era um dever sagrado que permitia que o potencial humano florescesse”. E no Brasil foi a vez da educadora brasileira, Emília Erichsen, fundar em 1862, o primeiro Jardim de Infância no nosso país. O Brasil anseia por esses idealistas, sobretudo os educadores!
A educação deve estar em todos os lugares onde estejam as pessoas, pavimentando o saber às populações de pequenas comunidades rurais, passando pelas metrópoles e suas complexas periferias, abrangendo os povos indígenas e as distantes localidades de ribeirinhos na Amazônia brasileira. A educação como marco de desenvolvimento do nosso povo: no sentido econômico, no tecnológico, do progresso sustentável e como a baliza da cidadania. Precisamos fincar essa bandeira em todo território nacional, com projetos educacionais arrojados em todos os níveis e com professores capacitados, como os principais atores na arte de educar. Não há outro caminho!
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Vale lembrar a participação decisiva por mais de dois séculos (1549-1759), dos Jesuítas na Educação Brasileira, com destaque para o Padre José de Anchieta, que contribuíram ao processo da colonização e pavimentaram os primeiros passos da história do Brasil. Garantindo passagem à escritora e educadora Nízia Floresta Brasileira Augusta e suas escolas para meninas em pleno século XVIII, mas pensando à frente de seu tempo escreveu, em 1853 “Opúsculo Humanitário” em defesa de ensino de qualidade para as mulheres.
A educação deve englobar todas as pessoas ao sagrado direito de aprender. A Associação Brasileira de Assistência e Desenvolvimento Social (ABADS), conhecida anteriormente como Sociedade Pestalozzi de São Paulo, referência de ensino há mais de sete décadas, é um exemplo da inclusão de serviços especializados nas áreas de saúde, educação e capacitação profissional para crianças e jovens com deficiência. Vale frisar que, à luz da lei 11.645/2008, fica claro aos estabelecimentos de Ensino Fundamental e Médio, públicos e privados, a obrigatoriedade do estudo da cultura afro-brasileira e indígena. É uma forma de resgatar a história desses povos, como partes inseparáveis na formação da sociedade brasileira. É a educação exercendo seu papel pelo conhecimento e entrelaçando todos. Há uma relação primordial entre a escola e a vida social!
Discorrer sobre os educadores e suas trajetórias é um estímulo ao exercício do conhecimento. O admirável Paulo Freire, autor de mais de trinta livros sobre à educação, foi um dos maiores educadores brasileiros, ao lado de Fernando de Azevedo, de Anísio Teixeira e de Lourenço Filho, celebrizados como os três “cardeais” da Educação Brasileira. Estiveram à frente das principais reformas educacionais do País, transformaram e consolidaram o sistema educacional brasileiro em distintos períodos do século XX. E foi inspirado na Escola Parque (BA), de 1950, de Anízio Teixeira, que o antropólogo Darcy Ribeiro, criou na década de 1980, os Centros Integrados de Educação Pública (Cieps). E na década de 1990, foi a vez de o Governo Federal criar os Centros de Atendimento Integral a Criança (Caic) – todos fundamentados em assistência em tempo integral às crianças.
A educação proporciona a integração dos povos, liberta-os da obscuridade do conhecimento e, consequentemente, abre horizontes para inúmeras conquistas!
Luz!
Brasilmar do Nascimento Araújo* Jornalista e Poeta