
A defesa de João Batista Melo, de 37 anos, acusado de ameaçar de morte a ex-companheira, refutou as acusações de obstrução policial no cumprimento do mandado de prisão preventiva. Melo, que está foragido desde setembro de 2024, foi alvo de um mandado de prisão após novas ameaças à vítima, registradas em áudio e compartilhadas nas redes sociais.
Segundo o advogado de defesa, Diego Rodrigues, as acusações feitas pela defesa da vítima, que apontam a interferência de agentes de segurança no caso, são infundadas. Ele afirmou que confia no trabalho das instituições de segurança pública, como a Polícia Civil e a Polícia Militar, e que não há qualquer tipo de favorecimento em relação ao réu.
“Em hipótese alguma está havendo benefício, ele não está sendo beneficiado com nada. As instituições de segurança estão trabalhando, estão desempenhando seu trabalho de forma institucional” disse Rodrigues.
O advogado também reforçou que a defesa protocolou um habeas corpus há mais de um mês e aguarda a decisão judicial sobre a possibilidade de liberação do acusado e apresentação espontânea. “A defesa confia na justiça e nas instituições, e acredita que logo será possível provar que, após a apresentação de todas as provas, o réu será libertado,” afirmou
Ele criticou ainda que vazamento das gravações de áudio e a exposição do caso nas redes sociais distorce a percepção pública sobre o que realmente ocorreu. Conforme o advogado, existe um “contexto” que será esclarecido no andamento do processo, que ocorre em segredo de justiça.
Forças de Segurança
A Folha procurou as Forças de Segurança do Estado que, em nota, disseram que todas as medidas para garantir a segurança da vítima estão sendo adotadas e que condutas como as apontadas na denúncia não serão toleradas. Leia na íntegra:
A Polícia Civil de Roraima esclarece que são totalmente improcedentes as alegações de obstrução ou favorecimento na execução do mandado de prisão contra J.B.M., foragido desde setembro de 2024.
Desde a expedição do mandado, equipes especializadas da Polícia Civil, incluindo a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher e a Delegacia de Polícia Interestadual, realizaram diversas diligências para localizar e capturar o foragido. No entanto, ele conta com o auxílio de terceiros que o alertam sobre a chegada das equipes policiais, dificultando a prisão.
A Polícia Civil reafirma o compromisso com o combate à violência contra a mulher e informa que novas estratégias estão sendo adotadas para garantir o cumprimento do mandado. A instituição reitera que não há qualquer indício de obstrução ou suborno por parte de seus agentes, e que qualquer denúncia nesse sentido será tratada com a devida seriedade. Denúncias neste sentido podem ser realizadas na Corregedoria-Geral de Polícia.
Por fim, a Polícia Civil reforça que a segurança da vítima é prioridade, e todas as medidas estão sendo tomadas para capturar o foragido e assegurar a aplicação da justiça.
A Polícia Militar de Roraima esclarece que não tolera qualquer tipo de conduta irregular por parte de seus integrantes e que todas as denúncias recebidas pela Corregedoria da Corporação são devidamente apuradas.
A PMRR atua de forma integrada com os demais órgãos de segurança pública e permanece à disposição para apoiar eventuais diligências necessárias à localização e captura de foragidos da Justiça.
Esclarece ainda que, caso seja comprovada a veracidade dos fatos denunciados, serão adotadas todas as providências cabíveis para apurar responsabilidades, respeitando o direito à ampla defesa e ao contraditório dos acusados.
Reitera ainda que qualquer denúncia envolvendo suposta obstrução ou favorecimento no cumprimento de ordens judiciais deve ser formalmente registrada na Corregedoria-Geral para a devida apuração.
A PMRR mantém a atuação pautada na legalidade, na ética e no compromisso com a segurança da sociedade roraimense.