
O trabalhador braçal, E.C., de 38 anos, foi autuado em flagrante por homicídio qualificado e tentativa de homicídio contra três jovens indígenas. O crime aconteceu na Vicinal do Ajarani, a 48 km da Vila Campos Novos, em Iracema, no domingo (30). Durante o ataque, E.C. matou um indígena e feriu dois outros, ambos da etnia Yanomami.
De acordo com a Polícia Civil, a Polícia Militar de Roraima (PMRR) foi acionada para atender a ocorrência. Ao chegarem no local, encontraram uma testemunha que relatou que o suspeito havia atacado as vítimas com um facão. A testemunha conseguiu deter E.C. até a chegada da PM, que fez a prisão em flagrante.
“Ao chegarmos, encontramos a testemunha que narrou o crime e conseguimos prender o acusado. A vítima fatal foi localizada em uma área de mata densa, enquanto os feridos, apesar das lesões, estão fora de risco. A violência e a motivação sem explicação do crime chamaram nossa atenção”, detalhou a delegada Suébia Cardoso da Silva, da Delegacia de Iracema.
O corpo da vítima, identificada apenas como Tadeu, foi encontrado em uma região de difícil acesso. A testemunha ainda relatou que, enquanto imobilizava E.C., flagrou o agressor tentando arrastar uma adolescente de 13 anos, já esfaqueada. Com o auxílio do filho, a testemunha conseguiu dominar o acusado, que ainda tentou esfaquear a própria testemunha antes da chegada da PM.
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“Durante o interrogatório, E.C. disse que estava desorientado por causa do consumo de álcool e não se lembrava dos detalhes do crime. Ele afirmou que só se recordava de ter agredido as vítimas. A adolescente ferida negou qualquer tentativa de abuso sexual”, relatou a delegada.
A delegada destacou também as dificuldades enfrentadas para obter informações da família indígena devido à barreira linguística. “A família não sabe o motivo do ataque. O acusado chegou embriagado e, sem razão aparente, matou o pai e feriu os filhos e a esposa. Contamos com o apoio de um intérprete para facilitar o depoimento”, explicou Suébia.
O acusado foi apresentado à Delegacia de Iracema e o corpo de Tadeu segue no Instituto Médico Legal (IML) para identificação, já que não foram encontrados documentos. A Polícia Civil também segue com as investigações para esclarecer todos os detalhes do crime.