JUSTIÇA ELEITORAL

MP sugere cassação do presidente da Câmara de São Luiz por suposta compra de votos

Defesa de Faguinho já declarou ter demonstrado, no processo, que pagamentos suspeitos para pessoas que sequer votam na cidade estavam relacionados à sua atividade empresarial

O presidente da Câmara de São Luiz do Anauá, vereador Faguinho (Foto: Reprodução)
O presidente da Câmara de São Luiz do Anauá, vereador Faguinho (Foto: Reprodução)

O Ministério Público Eleitoral (MPE) publicou parecer favorável à cassação do mandato do presidente da Câmara Municipal de São Luiz do Anauá (RR), vereador Faguinho (Progressistas), por suposta compra de votos nas eleições municipais de 2024. O suspeito, que chegou a ser preso em flagrante pela Polícia Federal (PF), foi eleito com 323 votos.

O documento assinado pela promotora eleitoral Lara Von Held Cabral Fagundes também sugere a inelegibilidade do político até 2032. O parecer é do dia 9 de janeiro e o processo está concluso para decisão desde 15 de janeiro, ou seja, já está sob análise do juiz.

Para a promotora, Faguinho “não apresentou nenhuma prova capaz de infirmar os elementos produzidos contra ele nos autos”. Segundo ela, “as evidências constantes” apuradas no processo “são claras e robustas” e comprovam a prática de abuso de poder econômico e compra de votos por parte do vereador.

A defesa do autor da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije), Roberto da Rocha Silva, o Curió, primeiro suplente da sigla com 299 votos, apresentou um pedido para acelerar o processo, uma vez que todas as partes já apresentaram alegações finais sobre o caso.

“Dada a relevância da matéria e seus impactos para a segurança jurídica e normalidade eleitoral, é essencial que o julgamento ocorra com celeridade. A demora compromete a efetividade da tutela jurisdicional e prolonga a instabilidade jurídica”, justifica.

Em novembro, a defesa de Faguinho declarou à Folha que o suplente está meramente descontente com o resultado das urnas. Ele também disse que demonstrou, nos autos, a inexistência de abuso de poder econômico e que pagamentos suspeitos para pessoas que sequer votam em São Luiz do Anauá estavam relacionados à sua atividade empresarial.

“A campanha de ‘Faguinho foi marcada pelo respeito às leis da República e aos regulamentos eleitorais, sendo refletido nas urnas a vontade popular livre e consciente dos cidadãos do Município de São Luiz”, finalizou.

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