Política

Psol pede cassação de vereadores do Progressistas por suposta fraude na cota de gênero

Denúncia pode atingir os quatro vereadores eleitos pela sigla. Partido denunciante pede multa de mais de R$ 53 mil

Urna eletrônica (Foto: Divulgação)
Urna eletrônica (Foto: Divulgação)

O Psol pediu a cassação da chapa de nove candidatos a vereador de Pacaraima pelo Progressistas nas eleições municipais deste ano. A ação que acusa o partido de fraudar a cota de gênero pode atingir os quatro parlamentares eleitos: Leandro do Surumu, Leandro Silva, Junior da Téia e Professor Eraldo.

Na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) apresentada à 7ª Zona Eleitoral de Pacaraima, o Psol também solicita inelegibilidade por oito anos e multa de R$ 53.205 para os postulantes. O partido alega que duas das três candidatas do Progressistas teriam disputado o pleito apenas para preencher o a reserva legal mínima de 30% das vagas para mulheres na chapa.

O Psol argumenta que isso é comprovado por dois fatores: a baixa votação das candidatas Mari Flores e Noemi, que receberam, respectivamente, 13 e três votos; e a inexistência de movimentação financeira e de material de campanha das postulantes. Elas terminaram como quarta e quinta suplentes da sigla.

“Queimada a largada, impossível validar a chegada de todos os que integraram a lista fraudada! Caracterizada a fraude que ‘possibilitou’ o registro, a disputa e a recepção dos votos que deram ao Partido Impugnado o quociente partidário capaz de eleger o candidato eleito, é necessário desconstruir os mandatos obtidos a partir do censurável expediente”, diz o Psol, na ação.

O partido denunciante ainda pede a citação dos nove candidatos no processo para apresentar defesa em até cinco dias, a cassação dos registros de candidaturas e oitiva do Ministério Público, além da produção das provas nos autos.

Até a publicação da reportagem, a Folha não conseguiu localizar representantes do diretório municipal do Progressistas que aceitassem comentar o assunto.

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