POLÍTICA

Vereadores vão decidir em plenário se procedimento de quebra de decoro será aberto contra Júlio Cezar

Comissão de Ética só poderá agir após votação do plenário; vereador Italo Otávio explica trâmite e diz que caso é incomum na Casa

O plenário da Câmara Municipal de Boa Vista (Foto: Reynesson Damasceno/CMBV)
O plenário da Câmara Municipal de Boa Vista (Foto: Reynesson Damasceno/CMBV)

A Câmara Municipal de Boa Vista deve decidir na próxima semana se abre um processo de decoro parlamentar contra o vereador Júlio Cézar Medeiros (MDB), acusado de agredir fisicamente um assessor. O trâmite foi detalhado pelo vereador Italo Otávio, membro da Comissão de Ética, que se reuniu com o presidente da Casa e a Procuradoria para definir os próximos passos.

“Para abrir o procedimento de decoro parlamentar, a Comissão de Ética – composta por mim, Thiago Fogaça e Jeu Nunes – vai precisar de um requerimento aprovado pelo plenário”, explicou Italo. “O presidente Genilson deve colocar em votação na terça ou quarta-feira, e os vereadores decidirão se autorizam o início das investigações.”

O caso é considerado atípico na Câmara. Italo, em seu terceiro mandato, afirmou: “Sendo sincero, não é uma coisa que a Câmara convive com regularidade. (…) Meu terceiro mandato é a primeira vez que vejo um procedimento de decoro sendo iniciado.”

O que diz a denúncia contra Júlio Cezar

O assessor Marcos Dantas Lima registrou um BO alegando que Júlio Cézar o agrediu com socos no rosto em 1º de fevereiro, no bairro Cinturão Verde. Segundo a vítima, o parlamentar teria agredido-o por suspeitar que Marcos “falou mal” dele. O assessor precisou levar 15 pontos no rosto e relatou que um funcionário do vereador retirou seu carro do local após a agressão.

Foto: Arquivo pessoal

Júlio Cézar, que está no quarto mandato, evitou dar sua versão. Em 13 de março, disse estar em tratamento de saúde fora do estado. No dia 20, prometeu entrevista à FolhaBV, mas não compareceu.

Próximos passos

Se o plenário aprovar a abertura do processo, a Comissão de Ética terá prazo para ouvir as partes, coletar provas e emitir um parecer. A pena máxima, em caso de condenação, é a perda do mandato.

Enquanto isso, o caso segue também na esfera criminal, com investigação da polícia. A Câmara aguarda o posicionamento dos vereadores para definir se o Parlamento tomará medidas disciplinares.

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