
Três artistas visuais de Roraima foram indicados ao Prêmio PIPA 2025, uma das mais prestigiosas premiações de arte contemporânea no Brasil. Os nomes de Kaiwino-Wiz, Génova e Isaías Miliano se destacam por suas trajetórias artísticas singulares, que combinam identidade, memória e resistência cultural.
Conheça cada artista:
Kaiwino-Wiz
Kaiwino-Wiz, artista visual pertencente aos povos Makuxi e Wapichana, tem sua produção marcada pela fusão de técnicas tradicionais e contemporâneas, abordando temas como identidade cultural, resistência e preservação dos saberes ancestrais. Seu nome artístico reflete uma retomada do costume ancestral, com “Kaiwino” significando “estrela” na língua Makuxi e “Wiz” com o mesmo significado em Wapichana. Em 2024, participou do Festival Theaterformen, na Alemanha, levando sua arte para o cenário internacional. Sua indicação ao Prêmio PIPA reconhece sua contribuição para a valorização da arte indígena contemporânea.
Génova
Génova, artista visual formada pela Universidade Nacional Experimental das Artes, na Venezuela, trabalha com performances, body art, vídeo, fotografia e cerâmica. Sua arte tem um forte viés decolonial, explorando o imaginário feminino, memórias e condições sociais. Com experiência internacional, participou de exposições na Venezuela, Brasil, Chile, México e Argentina. Atualmente, sua pesquisa se concentra no papel das mulheres nos trânsitos migratórios, ampliando seu impacto artístico e social.
Isaías Miliano
Isaías Miliano é escultor, produtor cultural e artivista, com mais de 30 anos de atuação na região Norte do Brasil. Seu trabalho é baseado na madeira entalhada, utilizando técnicas tradicionais e materiais reaproveitados. Inspirado no grafismo e nos desenhos rupestres da Amazônia, Miliano cria esculturas que remetem à ancestralidade e às paisagens culturais de Roraima. Sua trajetória inclui experiência em ensino, cenografia e participação em importantes eventos artísticos e culturais.